Sejam bem vindos ao Alternativo, um lugar de cronicas e contos. Levando até vocês uma dose de cultura, diversão e entretenimento. Os textos são atualizados todos os domingos. E aí o que estão esperando pra começar a frequentar esse sedutor mundo virtual?
Mostrando postagens com marcador preto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador preto. Mostrar todas as postagens
sábado, 30 de agosto de 2014
domingo, 26 de janeiro de 2014
MEU POVO
![]() |
| Direitos da imagem: Portal da cultura |
“Maranhão
Meu tesouro, meu torrão
Fiz esta toada
Pra ti Maranhão.
Terra do babaçu
Que a natureza cultiva
Esta palmeira nativa
É que me dá inspiração...”
(Boi do Maracanã)
Meu
povo é preto, mesmo quando é branco, mesmo quando tem olhos azuis e cabelos
loiros, meu povo é preto.
Meu
povo chora e ri ao mesmo tempo, meu povo goza e anestesia a realidade, meu povo
sonha desafiando as estatísticas, meu povo ocupa favelas e sepulta filhos, meu
povo vê TV pra esquecer o que é furtado de viver.
Meu
povo é alegre, mesmo quando é triste, mesmo com fome, e cansado, e humilhado, e
só, mesmo com a barriga encostada na pia de lavar louças, mesmo carregando tijolos,
mesmo assim. Meu povo come feijão e arroz todos os dias que tem comida, e todos
os dias agradece a Deus pelo mesmo feijão, pelo mesmo arroz.
Meu
povo assisti á novela, pega coletivo, compra filme pirata e fala alto, pra que
os ouçam, se habituaram a falar bem alto, somente pra que os ouvissem. Meu povo
acredita em quase tudo que passa no Jornal Nacional.
Meu
povo vai á cultos e missas, faz novena e reza terços, paga promessa e chora
baixinho por ter alcançado uma graça, que pra alguns não é nada. Meu povo come
com colher, se embala em redes e cobre os espelhos com medo de trovões.
Meu
povo é preto, em Universidades ou embaixo de pontes, de terno ou sem camisa.
Meu povo é preto, como o passado tão presente, como o suor, como a noite. Meu
povo é preto, mesmo quando nãe é povo, mesmo quando não é preto, mesmo sem
documento, sem conhecimento, sem comida, sem justiça, sem segurança, sem
direitos. Meu povo é preto, mesmo quando é negro, mesmo quando é índio, mesmo
quando é branco, mesmo quando esquece que é preto, ainda assim meu povo
continua povo, e continua preto, e continua meu. Tiara Sousa
Na voz de Alcione, aos que quiserem ouvir a música, eis o link: Maranhão meu tesouro, meu torrão
Assinar:
Postagens (Atom)

